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Rebeca Carapiá

Obras · 2021–2022

Um barco feito para afundar

Centro Cultural São Paulo · 3ª Frestas

Pesquisa iniciada com Topografias da maré soterrada — quinze esculturas de ferro e três telas mostradas no 31º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2021–2022) — que olha para a Península de Itapagipe, na Cidade Baixa de Salvador: bacia da enseada dos Tainheiros onde se instalou o primeiro polo industrial da cidade, depois aterro, e onde moradores vivem até hoje entre palafitas e alagamentos a cada chuva.

“Ao mergulhar no território em que nasci e cresci, tenho procurado escutar a maré e o terreno para criar, através do encontro entre corpo, memória, ancestralidade e materialidades, topografias, superfícies e rachaduras.” — Rebeca Carapiá

Da mesma época é Campo elétrico 01: raiva, sal, saúde e tempo, conjunto de barras de cobre maciço sobre bases de ferro mostrado na 3ª Frestas – Trienal de Artes, no Sesc Sorocaba (2021), e depois em Direito à forma, no Inhotim (2023).

Relevo 01 (da pesquisa Um barco feito para fundar), 2022
Cobre e esmalte sintético sobre tela · 90 x 60 x 14 cm
Rachadura, 2021
Cobre e esmalte sintético sobre tela · 120 x 250 cm
Campo elétrico 01: Raiva, sal, saúde e tempo, 2021
Barras de cobre e bases maciças de ferro